Conheça 8 realizadores angolanos que estão a revolucionar o cinema nacional

O cinema angolano nos últimos tempos tem vindo a ganhar um novo aspecto, impulsionado por realizadores que apostam em narrativas autênticas, produção independente e projecção internacional. Entre desafios estruturais e criatividade sem limites, o AngoRussia selecionou oito realizadores nacionais que estão a redefinir a forma como o cinema nacional é visto dentro e fora do país.

Apesar dos desafios estruturais, o cinema angolano tem evoluído com uma nova geração de realizadores que aposta em histórias locais com linguagem universal. Festivais internacionais, produções independentes e plataformas digitais têm sido fundamentais para este crescimento.

Confira os nomes selecionados no artigo:

Dorivaldo Cortez

Um realizador angolano, produtor e editor de imagens para televisão e cinema. Atualmente exerce as funções de Diretor Geral da Produtora Procinea Cinema e Audiovisual.

Teve seu primeiro longa-metragem “Ilumba di Angola”, em 2010, “A Crença”, em 2011, “Falso Perfil”, em 2018, laureado com o “Prêmio Nacional de Cultura e Artes”, na categoria “Cinema e Audiovisual”. Iniciou sua carreira no audiovisual na minissérie de Televisão “113” em 2005, em que trabalhou como actor.

Ao final de 2005, teve seu primeiro contacto com cinema na escrita de “Zungueira” realizado por Olson Emanuel. Além do Prêmio Nacional de Cultura, o realizador possui ainda os prêmios “Cinema Vídeo Amador”, em 2006, e “FIC, Luanda”, em 2012.

Mawete Paciência

Figura activa na produção cinematográfica, com vários projectos ao longo dos anos e reconhecimento no circuito cultural angolano, incluindo homenagens recentes.

O cineasta tem na sua bagagem filmes e longa metragem como “O mistério de Anguita”, lançado em 2005, filme que o levou a arrebatar o 2° lugar do festival de filmes amadores da Carel filme de Carlos de Sousa Araújo. Na sequência produziu “Negligência Médica”, em 2006. “O Resgate”, em 2010, “Rastos de Sangue”, em 2012. Perverso, em 2025

Denis Miala

Conhecido por transitar dos videoclipes para o cinema, ganhou destaque com o filme “Moça” de 2021, premiado em festivais e símbolo da nova produção nacional.

A sua carreira começou nos anos 2000 com a realização de videoclipes para vários artistas angolanos e estrangeiros.

Mário Bastos (Fradique)

Um dos nomes mais fortes da nova geração, responsável por filmes como “Ar Condicionado”. É co-fundador da produtora Geração 80 e tem sido peça-chave na modernização do cinema angolano.

Em 2009, ele fez seu primeiro curta-metragem, “Alambamento”. O filme ganhou o prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival Internacional de Cinema de Luanda e foi Selecção Oficial no Festival Internacional de Cinema de Vancouver e no Festival Internacional de Cinema de Tenerife.

De 2010 a 2015, trabalhou em seu primeiro longa-metragem documental, “Independência”.  O filme aborda a luta pela libertação de Angola e posteriormente ganhou o Prêmio Nacional de Cultura de Angola para o Cinema. O filme também ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Cameron e foi Seleção Oficial do 
Festival Internacional de Cinema de Durban, do Festival de Cinema Africano de Luxor e do Festival de Cinema Pan-Africano.

Ery Claver

Enquanto realizador assina váriasClaver curtas-metragens, com destaque para “A Luz no Quarto era Vermelha porque não Existia Amor”, lançado em 2016, “Lúcia no Céu com Semáforos” em 2018, em parceria com Gretel Marín e “Enóquio: Que Não Tinha Coração”, em 2020, em parceria com o irmão, Evan Cláver.

Ery, já teve o trabalho exibido em diversos festivais internacionais, com destaque para o Festival Internacional de Curta-metragem de Clermont-Ferrand, na França; O VIDEOEX – International Experimental Film and Video Festival, em Zurique e o Festival de Cinema Africano (FCAT), nas cidades de Tarifa e Tânger.

Ery também assina o guião da primeira longa-metragem da Geração 80, em parceria com Fradique, “Ar Condicionado”, em 2020 e “Nossa Senhora da casa do Chinês” em 2022.

Kamy Lara  

Distinguida em 2020, como uma das melhores realizadoras de documentário do cinema africano contemporâneo, pelo Festival Encounters, na África do Sul.

Desde sempre associada ao cinema independente, Lara começou como assistente de câmara na longa-metragem “A Espada e a Rosa”, em 2010, de João Nicolau, na produtora O Som e a Fúria, bem como na série francesa Maison Close, de Mabrouk El Mechri, na produtora Valentim de Carvalho. 

Hugo Salvaterra

Hugo, está posicionado como um dos principais autores numa nova geração de Cinema Angolano. Dedica-se à escrita, à música, à fotografia ao cinema e recentemente graduou-se em Cinema na New York Film Academy, onde realizou as curtas-metragens, “Ear of the Beholder” e “1999”.

Paulo Idalécio

Com mais de cinco anos de experiência na área audiovisual, seu trabalho se expandiu para abranger roteirização, direção, edição e operação de câmera.

Em 2018, escreveu e dirigiu seu primeiro curta-metragem, “Segredos da Aldeia”, que acabou vencendo a edição de 2023 do Viana CineFest.

Em 2022, Idalecio codirigiu e coescreveu a série de televisão Njila, Não Te Irrites , produzida pela DSTV.

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