A direcção do Hospital Materno-Infantil do Camama “Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes”, em Luanda, anunciou a suspensão preventiva de profissionais de saúde supostamente envolvidos na colocação de fita adesiva na região da boca de uma bebé internada na referida unidade hospitalar.
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A informação foi tornada pública através de um comunicado divulgado nas redes sociais, na sequência de vídeos amplamente partilhados que mostram a criança com fita adesiva na boca, alegadamente para fixar a chupeta.
No documento, a direcção esclarece que o procedimento “não é aceitável nem reconhecido como prática clínica segura”, considerando o acto “repugnante, condenável e contrário a todos os princípios éticos e humanitários que norteiam o exercício da profissão de saúde”.
Segundo o comunicado, a bebé é portadora de uma síndrome de origem genética, condição que provoca episódios frequentes de choro, situação descrita como comum em qualquer criança. Ainda assim, a instituição sublinha que, “de forma totalmente inadequada e injustificável”, profissionais de saúde terão recorrido à colocação de fita adesiva na região da boca da menor, alegadamente com o objectivo de fixar a chupeta.
“A bebé é portadora de uma síndrome de origem genética, condição que provoca episódios frequentes de choro, como ocorre com qualquer criança. No entanto, de forma totalmente inadequada e injustificável, profissionais de saúde terão colocado fita adesiva na região da boca da criança, alegadamente para fixar a chupeta, procedimento que não é aceitável nem reconhecido como prática clínica segura”, refere o documento.
A direcção do hospital informou igualmente que foi criada uma Comissão de Inquérito, que já deu início aos trabalhos de investigação, com vista ao apuramento rigoroso dos factos e à eventual responsabilização disciplinar dos envolvidos.
Por: Sofia Adelino
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